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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

E no dia de hoje...

E no dia de hoje, o que de interessante aconteceu?
Não, não foi no fretado, na volta, quando a menina falou que estava molhada...
Não, não foi o gerente do comercial chegar e perguntar se mais uma semana para o orçamento era para ser feliz...
O que de mais interessante que aconteceu hoje foi um colega do trabalho mandar um email para o gerente dizendo que estava indo embora... aliás, que já tinha ido embora!
Foi bem estranho mas aprecio a coragem do rapaz! Chegar e jogar tudo para o alto e dizer "acabou"! Tudo bem que não foi profissional, uma vez que largou tudo do jeito que estava sem falar para ninguém, mas tendo em vista que, quanto mais pedia para sair, mais o prendiam, e não vendo outra forma, deu um tiro e foi-se...
Mas que, depois das gírias da "Tropa de Elite", agora a moda vai ser mandar email dizendo "fui"...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Muito cuidado com estranhos!!


Cuidado com pessoas que usem capuzes num dia claro...

Toca do Tatu - Pãozinho do Guará

Você sabe o que a gente mais guarda depois que vive numa república? Não são os objetos nem os valores materiais, e sim as lembranças desse período.
É uma coisa que é só da gente, ninguém mais tira. Uma coisa só de quem viveu essa experiência, impossível contar. E, entre tantas coisas boas, ruins, engraçadas e vexatórias, têm aquelas que nos faz pensar em como nossa vida muda tanto em tão pouco tempo.
Algumas vezes apenas algumas palavras nos fazem lembrar de diversas histórias, de tantos fatos e situações que não contemos o surgimento de um sorriso furtivo. Infeliz daqueles que não possuem estes momentos em suas mentes e corações, pois muitos momentos não podem mais ser vividos depois que o Senhor do Tempo nos ceifa de dias preciosos.
Deixando de lado a filosofia, a foto aí de cima e o título do texto me levam a um período em que muitas vezes íamos até a padaria do Guará para comprar pão para o café da tarde ou da manhã do dia seguinte, e a surpresa de encontrarmos um alimento que duvidávamos que fosse realmente um pão....
Na foto, antes que digam algo contra, é uma bisnaguinha, naquele dos 7 garotos... mas que leva à recordação dos "paezinhos" da padaria do Guará, isso lembra...

Diário de um Republicano - Depressão

“Alguns conseguem viver vencendo grandes obstáculos, outros simplesmente não conseguem fazer isso, e outros ainda passam a vida se enganando achando que vão conseguir vence-las. E chega um momento que a realidade mostra que tipo de pessoas nós somos.

Dividimos a mesma casa por questão de comodidade, o que gastamos aqui é muito mais barato se compararmos a uma vida sozinha num apartamento. É claro que as coisas acabam não saindo da forma que queremos, temos que ceder em alguns pontos, temos que respeitar a liberdade dos outros desde que os outros respeitem a nossa. Perdemos um pouco, mas também ganhamos. Mas e quando alguém vai embora sem mais nem menos?

Nosso companheiro nos abandonou, estava com depressão. Não era falta de grana, seus pais sempre mandavam dinheiro. Seria por questão material? Seria por saudades, simples assim? Ou será por estar atrasado com o curso? Ou será que aqui ele não passava de mais um aluno enquanto lá ele era O aluno, independente do quanto estudava?

Enfrentamos o mundo de formas diferentes, sempre é bom ter com quem contar, mas estar sempre dependente de alguém e não ligarmos para o futuro, isso não é algo que esteja em nossa mente.”

Livros – O Turno da Noite Vol III

Hoje terminei mais um livro, O TURNO DA NOITE VOL III, que continua aquela história de vampiros que comentei anteriormente. Sinceramente, esperava por mais coisas, alguma interligação com O VAMPIRO REI, livro do mesmo André Vianco, mas não rolou... aliás, ficou muitos pontos pendentes que, ou foram deixadas de propósito para um futuro volume, ou foi esquecido ou ignorado pelo autor.

Como não vou ficar contando o final para não estragar, fica apenas escrito aqui as minhas impressões sobre o livro. Quem quiser ler, que leia, para completar a aventura que inicia muito bem, mas balançou um pouco nesse volume. Ah, sim, e não posso falar “aventura”, porque isso é o termo que o autor usa para falar sobre o pós morte, onde os mortos vivos não têm acesso... será que um dia ele vai publicar um livro falando como é essa “Aventura” que tanto os seus personagens comentam ou isso fica na nossa imaginação, crença e fé pessoal?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Diário de um Republicano - Distração


“O tempo parece que parou. Os sons da casa do vizinho, o vento, os carros na avenida, parece que tudo acabou. Será mesmo que acabou? Não, escuto o barulho de um carro, morrendo em algum lugar da cidade. O cachorro do vizinho deu um latido, está vivo ainda. O vento empurra as folhas secas do jardim. O tempo não parou. Mas então por que demora tanto para passar? Não sei o que fazer para esse tempo passar mais rápido. O que posso fazer? Talvez ler alguma coisa. Só que não tenho nada para ler. Só se eu ler algum rótulo. Fazer alguns cálculos, quem sabe? Mas o que posso contar? O número de azulejos daqui? Ou tento sair o mais rápido daqui e paro de pensar nisso?


Que falta faz alguma coisa para ler no banheiro...”

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Diário de um Republicano - Escassez

"Diário de um republicano" foram textos simples, escritos na forma de notas, sobre o dia a dia da vida na república, de forma um tanto quanto caricaturada e exagerada, somente para enfatizar como coisas simples são importantes na nossa vida, como um pão amanhecido ou um rolo de papel higiênico na hora da necessidade.

Baseado nas histórias do pessoal da Toca do Tatu e de outras repúblicas, não há uma grande série destas notas, de modo que não irei publicar muitas... a menos que me mandem alguma idéia para escrever mais...

Escassez
"Minha última refeição foi um pão molhado em sopa fria, isso ontem, porque hoje não comi nada ainda. Meu armário está uma penúria: há óleo, saquinhos de chá, temperos, um pote de chocolate em pó e mais nada. Na geladeira então, nem pensar! E o dinheiro anda fugindo da minha carteira na mesma velocidade que vereador corre buscando mais vagas para a câmara. Não que eu esteja gastando feito doido, é que não tenho quase nada mesmo, e o pouco que chega, chega na época de pagar as contas, aí não sobra nota sobre nota. Preciso decidir o que vou fazer hoje, se almoço ou se janto. Se fizer as duas coisas, não faço nenhuma delas amanhã. Vendo pelo lado bom, se não como, não cago, aí economizo no papel. Acho que vou parar de tomar banho todo dia também, aí economizo em água e eletricidade. E como anda frio ultimamente, é até razoável não tomar banho. Além do mais, acabou meu xampu ontem...”